Regulamentação do mercado anima os CFM

Decorreu, na manhã de hoje, 28 de maio de 2026, cidade de Maputo, a reunião de Consulta Pública sobre o Regulamento de Acesso ao Exercício de Actividade Ferroviária, um instrumento que vai reposicionar o sector ferroviário como um verdadeiro motor de competitividade económica, integração regional e transformação logística. O evento, organizado pelo Ministério dos Transportes e Logística (MTL), aconteceu num contexto em que a região da África Austral intensifica os seus corredores de desenvolvimento, amplia o comércio intrarregional e acelera os investimentos em infraestruturas estratégicas. Neste cenário, torna-se imperativo modernizar os instrumentos de governação do sector ferroviário, promovendo maior eficiência, previsibilidade e abertura ao investimento. Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração do CFM, Agostinho Langa Júnior, enfatizou que o regulamento pretende estabelecer regras claras sobre o acesso à actividade ferroviária, à semelhança do que já acontece no sector portuário. Aliás, recordou que na zona Centro do País existem duas empresas mineradoras que fazem o transporte de minérios através de comboio, como resultado de um acordo com o CFM, para o acesso à Linha de Sena. “Este regulamento traz normas para o licenciamento destas empresas. O CFM já está licenciado, por isso não há aqui nenhum tipo de quebra de monopólio”, clarificou Agostinho Langa Júnior. Por seu turno, o Ministro dos Transportes e Logística (MTL), João Matlombe, explicou que com o novo regulamento pretende-se estabelecer um quadro de acesso claro, equilibrado e tecnicamente robusto, capaz de estimular a concorrência saudável; promover maior utilização das infraestruturas ferroviárias; incentivar a entrada de novos operadores e investidores; e garantir interoperabilidade e eficiência operacional, ao mesmo tempo que vai reforçar a integração entre os sistemas ferroviários e portuários; consolidar os corredores logísticos nacionais e regionais como plataformas competitivas de comércio e desenvolvimento. “A competitividade do futuro não será determinada apenas pela existência de infraestruturas, mas, sobretudo, pela qualidade da sua regulação, eficiência dos seus serviços e pela capacidade de criar ambientes de confiança para investidores, operadores e utilizadores. É precisamente nessa direcção que queremos avançar”,disse João Matlombe.

Linha de Limpopo volta a ligar Maputo e Zimbabwe

A circulação ferroviária na Linha do Limpopo retomou na sexta-feira, dia 1 de Maio, após cerca de três meses de interrupção causada pelas cheias e inundações que atingiram a região sul do país em Janeiro, as quais afectaram de forma significativa as infra-estruturas e a operação logística associada a este corredor, sobretudo para países vizinhos como o Zimbabwe e o Botswana. Inicialmente prevista para Março, a retoma da circulação, cuja paralisação causou um prejuízo superior a 47 milhões de dólares, foi anunciada pelo presidente do Conselho de Administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior, durante um almoço de confraternização com os trabalhadores envolvidos nos trabalhos de reposição gradual das infraestruturas ferroviárias e num conjunto de intervenções técnicas realizadas no terreno. A Linha do Limpopo, na região sul do país, voltou a registar circulação de comboios desde o dia 1 de Maio, após um período de cerca de três meses de interrupção, provocado pelos danos causados pelas cheias, que afectaram as infra-estruturas ferroviárias em vários pontos do traçado. Em termos de prejuízo, até ao dia 17 de Abril, o Conselho de Administração do CFM estimava perdas globais de cerca de 47,0 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 12,75 milhões de dólares correspondem a perdas por carga não transportada e 25 milhões de dólares referentes a custos de reparação e reposição de infraestruturas e equipamentos. Durante este período, a circulação esteve totalmente suspensa, impossibilitando o transporte regular de mercadorias e passageiros numa linha que assegura a ligação entre o Porto de Maputo e países do interior, com destaque para o Zimbabwe. A paralisação resultou de danos em componentes críticos da infraestrutura, incluindo vias férreas e sistemas de drenagem, que exigiram intervenções de reabilitação para a reposição das condições de segurança e operacionalidade. As equipas técnicas do CFM estiveram mobilizadas no terreno ao longo das últimas semanas, realizando trabalhos de recuperação que permitiram restabelecer a circulação. “Vocês deram-nos um presente, que é ter a linha pronta para a circulação dos comboios”, afirmou Agostinho Langa Júnior, dirigindo-se aos trabalhadores envolvidos nas obras, durante a cerimónia que assinalou a retoma e que coincidiu também com as comemorações do Dia Internacional do Trabalhador. Adicionalmente, cerca de 25 milhões de dólares foram canalizados para a reparação e reposição de infraestruturas e equipamentos danificados pelas cheias, incluindo intervenções na via-férrea e em estruturas de suporte afectadas pelas inundações. Estes valores reflectem o esforço realizado para restabelecer as condições de circulação. Durante o período de interrupção, mais de uma centena de comboios deixou de circular, afectando a dinâmica do transporte ferroviário e o fluxo regular de mercadorias ao longo do corredor do Limpopo. “Apesar de o comboio já estar a circular, há ainda trabalhos que vão sendo feitos”, referiu o presidente do Conselho de Administração do CFM, indicando que a recuperação da Linha do Limpopo prossegue no terreno. Para a recuperação da Linha do Limpopo, as equipas do CFM avançaram com um conjunto de obras de reabilitação que permitiram restabelecer as condições mínimas de segurança necessárias à circulação de comboios, após a avaliação dos danos causados pelas cheias. As intervenções incidiram sobre diferentes pontos da infraestrutura, incluindo a reposição de troços danificados e a estabilização de áreas afectadas. O investimento nesta fase inicial foi estimado entre 20 e 25 milhões de dólares, valor aplicado na recuperação da via-férrea, dos sistemas de drenagem e de outros componentes essenciais ao funcionamento da linha. “Quando se constrói uma casa, há sempre acabamentos que levam algum tempo”, afirmou Agostinho Langa Júnior, ilustrando o processo de recuperação em curso. Trata-se, portanto, de obras que permitiram restabelecer a circulação dentro do prazo anteriormente anunciado pela Empresa, que previa a retoma no início do mês de Maio. A cerimónia que assinalou a retoma da circulação ficou marcada pelo reconhecimento do papel desempenhado pelos trabalhadores envolvidos na recuperação da Linha do Limpopo, que estiveram mobilizados no terreno durante o período de reabilitação da infraestrutura. O presidente do Conselho de Administração do CFM destacou o esforço das equipas técnicas e operacionais responsáveis pelos trabalhos realizados. “Vocês são heróis, são vencedores”, elogiou Agostinho Langa Júnior, dirigindo-se aos trabalhadores presentes na cerimónia realizada na província de Gaza. O responsável sublinhou que o trabalho realizado permitiu cumprir o compromisso assumido de restabelecer a circulação no dia 1 de Maio, data que coincide com a celebração do Dia Internacional do Trabalhador. “Graças à entrega de cada colaborador, nas linhas sob gestão dos CFM foram transportadas 14,3 milhões de toneladas de carga diversa em 2025, representando um crescimento de 11% em relação a 2024”, disse o PCA na abertura do Conselho de Directores, recentemente realizada na cidade da Beira. Importa destacar que a Linha do Limpopo desempenha um papel relevante no sistema de transportes, sendo utilizada para o escoamento de diferentes tipos de carga, incluindo produtos agrícolas, combustíveis e outros bens. A circulação foi restabelecida com base nas condições de segurança avaliadas pelas equipas técnicas, mantendo-se a monitoria da infraestrutura ao longo do traçado. Refira-se que a Linha do Limpopo tem uma extensão de 522 km, sendo a maior linha férrea do sistema ferroviário sul, estabelecendo ligação entre o Porto de Maputo e o vizinho Zimbabwe, assim como entre a cidade de Maputo e o distrito de Chicualacuala, na província de Gaza. Ao longo desta estratégica via existem 12 estações e 19 apeadeiros.

Conselho de Directores busca soluções para desafios que afectam o CFM

A Cidade da Beira, província de Sofala, acolheu, nos dias 23 e 24 de abril de 2026, o XXIX Conselho de Directores da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), que decorreu sob o Lema “Juntos por um CFM Estratégico e Melhor Opção Logística Regional”. A reunião aconteceu numa altura em que o País ainda se ressente das cheias que destruíram infraestruturas diversas a nível nacional, com destaque para a Linha de Limpopo que ainda não está operacional. Com isso, estima-se que a empresa tenha perdido, até dia 17/4/26, cerca de 47 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 12,75 milhões de dólares correspondem a perdas por carga não transportada e 25 milhões de dólares referentes a custos de reparação e reposição de infra-estruturas e equipamentos. “Trata-se de valores significativos que poderão comprometer os resultados previstos para 2026, caso não adoptemos medidas eficazes. Recordem-se que em 2025 enfrentámos prejuízos decorrentes de actos de vandalização associados às manifestações pós-eleitorais”, mencionou o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Agostinho Langa Júnior. Para o caso do ano passado, apesar dos prejuízos nas linhas sob gestão dos CFM foram transportadas 14,3 milhões de toneladas de carga diversa, o que representa um incremento de 11 por cento em relação a 2024. Nos portos, sob gestão dos CFM, foram manuseadas 13,2 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0.5 por cento em relação a 2024. Entretanto, o transporte de passageiros conheceu um decréscimo de 12 por cento, ao registar seis milhões de passageiros, contra 6,8 milhões transportados em 2024. “Este desempenho produtivo resultou num rendimento económico-financeiro positivo. É assim que, as vendas de serviços cresceram três por cento em relação a igual período de 2024 e os resultados (antes de impostos) foram na ordem de 4.947 milhões de meticais (o equivalente a 77,3 milhões de dólares), correspondendo a um crescimento de 15 por cento”, explicou. Com isso, os resultadosoperacionais atingiram 1.891,62 milhões de meticais, o equivalente a 29,9 milhões de dólares, contra 2.476,3 milhões atingidos em 2024, o que representa uma redução de 24 por cento, influenciados, entre outros, pelo impacto das manifestações pós-eleitorais, acidentes e incidentes ferroviários, a drástica redução dos volumes de carvão na linha de Sena e os elevados custos sociais. Agostinho Langa Júnior fez saber que, em termos de meios flutuantes, a empresa CFM Logistics passou a contar, em 2025, com 3 Rebocadores, dos quais um alugado e também com 4 barcos-pilotos próprios, reforçando desta forma, a sua presença, não só em Nacala e Pemba, como também em Afungi, onde participa com 3 barcos-pilotos. Em termos económicos e financeiros, a empresa CFM Logistics, no mesmo período, teve um volume de negócios de 15.2 milhões de dólares norte-americanos correspondentes a um crescimento de 119 por cento quando comparados a 2024. “Com estes passos gigantescos a nossa CFM Logistics, no exercício de 2025, alcançou a sua autonomia financeira, isto é, ela já respira e vive por si própria!”, comemorou. Durante a abertura do evento, o PCA recordou que no ano passado o Governo confiou aos CFM a responsabilidade de reestruturar a LAM, em parceria com a HCB e a EMOSE, com uma participação de 22 por cento. “Este é um desafio que vem acrescentar mais responsabilidades na nossa missão de contribuir para o crescimento deste país. Aliás, esta tarefa junta-se ao transporte marítimo de passageiros e ao apoio a vários sectores sociais tais como educação; saúde; desporto e cultura”. Acrescentou que “precisamos de maior capacidade de antecipação, melhor gestão de risco e maior eficiência na resposta. Não podemos continuar a gerir crises apenas quando elas acontecem. Temos de nos antecipar, preparar e mitigar”.

CFM assina acordo de sociedade para garantir fornecimento de gás doméstico

No dia 8 de Abril de 2026, em Maputo, as empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Electricidade de Moçambique E.P. (EDM), e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) assinaram um Acordo de Accionistas para constituição da sociedade Serviços de Logística Integrada de Gás Natural de Moçambique, S.A. (SLIGM) e o Acordo de Desenvolvimento Conjunto (JDA). Trata-se de dois instrumentos que estabelecem as bases para o desenvolvimento, financiamento e instalação de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (Floating Storage & Regasification Unit – FSRU) de Gás Natural Liquefeito, que será ancorada no norte de Inhambane e com infra-estruturas conexas no Porto da Beira, o que permitirá o transporte e incremento no fornecimento de gás ao mercado doméstico e regional. As quatro empresas públicas unem, assim, capacidades técnicas, financeiras e operacionais para garantir a viabilidade do Projecto e assegurar o seu impacto, a longo prazo, o que lhes confere o direito exclusivo de financiar, construir, importar e operar a terminal de GNL. Para além de diversificar as fontes de energia, espera-se que o Projecto reduza, de forma significativa, a dependência de importações, fomentando a monetização do gás doméstico proveniente dos projectos da Bacia do Rovuma, assim como de outras bacias sedimentares distribuídas ao longo do território nacional. Importa ainda referir que a criação desta sociedade decorre da aprovação, em Novembro de 2025, pelo Conselho de Ministros, do decreto que atribui a concessão para a construção e operação de infra-estruturas visando à recepção, armazenamento, regaseificação e transporte de gás natural no Porto da Beira e em Inhassoro. Para os accionistas, a constituição da sociedade demonstra capacidade e comprometimento de instituições nacionais em unirem esforços em torno de um Projecto estruturante, com impacto no fortalecimento da segurança e diversificação da matriz energética. Por outro lado, perspectiva-se que a exploração dos recursos naturais, abundantes no território nacional, tenha um efeito multiplicador da economia, traduzindo-se na melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

CFM acolhe a Reunião da APLOP e reactiva os planos de recuperação da linha do Limpopo e execução da 2ª fase da linha de Ressano Garcia

Num contexto de consolidação da recuperação económica e de redefinição das prioridades de desenvolvimento, o Governo, através da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), acolheu, na sexta-feira, a Conferência e Reunião Intermédia da Associação dos Portos dos Países de Língua Portuguesa (APLOP), subordinada ao tema “Os Portos, Força Motriz da Economia Azul”. Na abertura do evento, o Presidente do Conselho de Administração do CFM, Agostinho Langa Júnior, anunciou a revisão do orçamento, com vista ao redireccionamento de fundos para priorizar a recuperação da Linha de Limpopo, destruída pelas cheias de janeiro, e assegurou o início das obras de ampliação e modernização da linha de Ressano Garcia, em junho próximo. Por sua vez, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, destacou que a aposta do Governo passa pela valorização dos recursos marinhos, modernização das infra-estruturas portuárias e construção de cadeias logísticas mais eficientes e resilientes. “Sediar este evento significa, para nós, não só uma responsabilidade acrescida, mas também uma oportunidade de permitir a troca de experiências entre os nossos profissionais moçambicanos e os oriundos das instituições portuárias dos países da CPLP e, por essa via, consolidar a nossa cooperação nos vários domínios do processo de gestão dos Portos, à luz das orientações superiores dos nossos Governos”, disse Agostinho Langa Júnior. Discursando na abertura do evento, que contou com a presença de associados de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, bem como de representantes dos reguladores marítimo e ferro-portuário de Moçambique, aos quais se juntaram quadros da CFM, da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), da Portos do Norte, da Cornelder, da CFM Logistic e outros convidados interessados na área da logística portuária, o PCA da CFM destacou o impacto das cheias e chuvas registadas em janeiro, na região sul do país. Estas intempéries causaram prejuízos estimados em 40 milhões de dólares americanos, devido à destruição de infra-estruturas. “A nossa previsão era concluir as reparações até ao dia 17 deste mês, mas a nova estimativa aponta para meados do próximo mês de Abril”, revelou Agostinho Langa Júnior. Actualmente, a linha opera com apenas quatro comboios por dia, o que gera prejuízos no transporte de mercadorias do Zimbabwe e de passageiros para Chicualacuala, na província de Gaza. “Vamos ter de rever o nosso orçamento e redireccionar a aplicação de alguns fundos para nos concentrarmos na Linha de Limpopo”, disse o PCA da CFM. Além da Linha de Limpopo, o PCA anunciou para Junho o início das obras da segunda fase da Linha de Ressano Garcia, que se encontra actualmente em preparação. “Estamos, neste momento, a concluir o concurso para a contratação de um consultor que irá elaborar o projecto. Pensamos que, por volta de junho ou julho, já teremos o empreiteiro contratado para avançar. Trata-se de um projecto que deverá durar cerca de dois anos”, acrescentou. O PCA do CFM realçou ainda que “a nossa infra-estrutura ferroviária não pode ser implantada em zonas muito desniveladas. Como deve saber, isso requer, de facto, uma coordenação com o Ministério das Obras Públicas e outras entidades ligadas à gestão de calamidades”, defendendo a importância da articulação institucional. Implementação da Economia Azul como estratégia de promoção de oportunidades e crescimento económico Por sua vez, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, fez saber que Moçambique colocou a economia azul, no âmbito da diversificação, no eixo central da sua estratégia para acelerar o crescimento sustentável, criar emprego e reforçar a integração regional. Segundo o ministro, a estratégia procura reduzir a dependência de sectores tradicionais e aposta em novos recursos oceânicos, até agora pouco explorados. João Matlombe sublinhou ainda que “é neste contexto que a economia azul, caracterizada por imensos recursos marinhos, assume um papel central e estratégico para o nosso País”, daí que, o Governo procura transformar este potencial em riqueza efectiva, através da valorização de sectores como as pescas, o turismo e as energias marinhas. Ao mesmo tempo, avançou, pretender-se melhorar a gestão dos recursos naturais como forma de garantir benefícios duradouros para as gerações futuras. Para além do crescimento económico, a economia azul é uma questão de inclusão social, tendo em conta que uma exploração eficiente e sustentável beneficiará directamente as populações, através da criação de emprego, apontada como um dos principais objectivos. “A economia azul representa o emprego, a inclusão social e a dignidade. Para isso, o Governo coloca os portos e a logística no centro da economia azul, e a empresa CFM é chamada a operacionalizar esta visão estratégica”, afirmou o governante. “Estas infra-estruturas são essenciais para o funcionamento da economia, na dinamização do comércio e, ao mesmo tempo, contribuem para a integração regional”, apontou. Para além disso, a eficiência logística é vista como factor de competitividade, pelo que João Matlombe fez saber que o Governo aposta na modernização contínua do sector portuário. “Cada porto que modernizamos, cada cadeia logística que fortalecemos, cada ligação que estabelecemos não se mede apenas por indicadores económicos, pois o desenvolvimento do sector portuário traduz-se não apenas em ganhos económicos, mas também na criação de oportunidades concretas para os nossos cidadãos”, referiu. Outrossim, “mede-se pelas vidas que transformamos e pelas famílias que encontram novas perspectivas”, sublinhou o ministro.

CFM inaugura duas Novas Locomotivas

Foram inauguradas em Maputo, no passado dia 12 de setembro do ano em curso, duas novas locomotivas que irão reforçar a frota da Empresa Portos e Camihos de Ferro de Moçambique (CFM). A aquisição das Locomotivas enquadra-se no Plano Estratégico da Empresa que prevê o apetrechamento e modernização do material circulante e equipamentos ferro-portuários. As duas locomotivas fazem parte de um lote de 10 por receber ainda este ano e irão responder a demanda que o mercado impõe, sobretudo o Zimbabweano e Sul Africano. A cerimnónia de inauguração foi dirigida pelo Ministro dos Transportes e Logística, Eng°. João Matlombe e enquadrou-se no âmbito do I Conselho Coordenador do Mnistério dosTransportes e Logística. Matlombe felicitou o CFM pela visão e determinação em encarar o enorme desafio, frisando a necessidade de empresas públicas fortes, focadas em resultados, capazes de gerar impacto directo na vida dos moçambicanos rumo a mais oportunidades de emprego, integração e esperança. “As duas locomotivas para carga adquiridas, mais que um reforço da frota, simbolizam compromisso com o futuro, com a modernização e transformação estrutural do sector logístico nacional, como motores para o desenvolvimento futuro, provando o investimento num sistema ferro-portuário moderno, eficiente, competitivo e preparado para servir a economia nacional e a região, aliado pela vantagem estratégica de Moçambique”- referiu o Governante para o sector dos transportes e logística. Por seu turno, o PCA do CFM, Eng°. Agostinho Francisco Langa Júnior, destacou que a presença do Ministro para dirigir a cerimónia motiva e encoraja o CFM a prosseguir com as orientações dadas pelo Governo a partir do Ministério dos Transportes e Logística. As Locomotivas foram adquiridas na Índia, custaram cerca de 3,449.000,00 USD/cada e resultam do apoio dos parceiros nomeadamente, Banco Africano de Desenvolvimento, Standard Bank e BCI.

Na Celebração dos 130 anos do CFM

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo afirmou, no passado dia 8 de julho de 2025, no âmbito da celebração d 130o aniversário do CFM que a Empresa tornou-se ao longo dos 130 da sua existência, a espinha dorsal da economia e canal de circulação de ideias, de culturas, de sonhos e do desenvolvimento do nosso Moçambique. Trata-se, segundo o Chefe de Estado, de um marco que ultrapassa a imaginação de cada um e entra para o domínio da memória nacional e do orgulho colectivo dos moçambicanos. Nesse contexto, Daniel Chapo sublinhou que ao celebrar-se os 130 anos dos CFM, o governo moçambicano não comemorava apenas uma simples data histórica, mas sim, “festejamos a nossa capacidade de resistir, de transformar, de sonhar e de fazer o futuro”. Por isso, acrescentou, “a história dos Caminhos de Ferro de Moçambique confunde-se com a própria história de Moçambique. Foram os trilhos que costuraram o país de norte ao sul, do Zumbo ao Índico, de este ao oeste”. Para elucidar, o estadista moçambicano fez saber que foram as linhas férreas que aproximaram o interior do litoral, as zonas rurais dos centros urbanos e ligaram países irmãos do hinterland, como África do Sul, Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e Eswatini à Moçambique e, através deste, ao mundo. Para além disso, referiu Daniel Chapo que, muitas das cidades moçambicanas nasceram à volta de estações ferroviárias, muitas vilas ganharam vida graças à água, à luz, às escolas e desenvolvimento do país, catalisado pelos CFM. Nesse prisma, enfatizou o Presidente da República, “o hoje Estádio Nacional da nossa independência nacional é fruto dos CFM”, assinalou para num outro contexto, revelar que a proclamação da independência nacional a 25 de Junho de 1975, tornou-se hoje num símbolo de esperança, de resistência e de vida. Daí que, “os CFM têm o comboio de vida e o canal da circulação da própria revolução”, destacou o chefe de Estado. Refira-se que, a celebração dos 130 anos dos CFM, correspondem à data, 8 de Julho de 1895, da inauguração da primeira ligação ferroviária entre a ex-cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, e o Transvaal, actual Pretória. Nascia, assim, a chamada “estrada do progresso”, assinalou, salientando que, “era a chegada do maior comboio da Revolução Industrial ao nosso território — o comboio e o caminho-de-ferro — com as suas promessas de modernidade e transformação”. Por isso, durante os 130 anos, “aquele que poderia ser apenas um empreendimento colonial tornou-se, nas mãos e no suor dos moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico, um instrumento poderoso de coesão territorial, de desenvolvimento económico, social e de criação de cidadania e de afirmação nacional”, vincou.

CFM assina Memorando de entendimento com a Field Ready para promover maiores oportunidade de emprego aos jovens

A Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) assinou, no dia 14 de Maio de 2025, um Memorando de Entendimento com a Field Ready, tendo em vista vista à promoção da empregabilidade juvenil em Moçambique. O acordo visa abrir caminhos para que jovens profissionais acedam a oportunidades de estágio no CFM e, com isso, possam estar devidamente preparados para integrar no mercado de trabalho. Assinaram, da parte do CFM, os Administradores Executivos, Selma Ferreira Dixon (do Pelouro de Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos), Aboobacar Mussá (do Pelouro de Engenharia e Tecnologias de Informação) e, da parte da Field Ready, o respectivo Director para Moçambique, Gaspar Buque. Para o CFM, segundo Dixon, “esta parceria com a Field Ready representa uma oportunidade para apoiarmos os jovens e ampliarmos as oportunidades no seio das empresas aderentes à Aliança.” Sentimento, igualmente, assumido pela Field Ready que está comprometida em expandir a sua aliança de empresas comprometidas com a empregabilidade juvenil em Moçambique, e esta parceria com uma entidade de referência nacional como o CFM é um passo determinante nesse caminho. Por sua vez, Buque considera que “a Field Ready está comprometida em expandir a sua aliança de empresas comprometidas com a empregabilidade juvenil em Moçambique, e esta parceria com uma entidade de referência nacional como o CFM é um passo determinante nesse caminho”. O Memorando prevê, entre outras iniciativas, a disponibilização de vagas de estágio nos CFM, permitindo que jovens formados em diversas áreas ganhem experiência prática, aumentem a sua visibilidade perante empregadores e possam ser integrados em processos de recrutamento futuros. Tanto a Field Ready como o CFM expressaram a sua convicção de que esta parceria estratégica terá impactos positivos e duradouros na trajectória profissional de muitos jovens e contribuirá para o desenvolvimento socioeconómico sustentável de Moçambique.

CFM e NRZ Formalizam Importante Acordo Ferroviário

Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) alcançaram mais um marco significativo com a assinatura de 2 Acordos de Entendimento Operacional com a National Railways of Zimbabwe (NRZ). O acto ocorreu no passado dia 14 de março de 2025, em Maputo e permitirá que o CFM opere nas Linhas ferroviárias do Zimbabwe, fortalecendo a cooperação entre os dois países e impulsionando a eficiência no transporte de carga. Os acordos contemplam os seguintes Corredores: Com essa parceria, espera-se uma maior dinâmica e eficiência no fluxo de carga entre Moçambique e o Zimbabwe, garantindo um serviço mais confiável e econômico aos clientes ferroviários. A assinatura do Acordo foi efectuado pelas lideranças de ambas as Empresas. Do lado do CFM, assinaram o Presidente do Conselho de Administração, Eng. Agostinho Langa Júnior e o Administrador Executivo, Eng. Cândido Jone. E, representando a NRZ, assinaram, o Board Chairman, Advocate Michael Madiro e a General Manager, Senhora Ainah Dube-Kaguru. Como parte do Acordo, o CFM será responsável por garantir a disponibilidade de Locomotivas em boas condições para suportar as operações ininterruptas nas Linhas da NRZ. O CFM cmpromete-se, ainda a a fornecer combustível e outros consumíveis necessários para a facilitação de 2 viagens, no mínimo, num período de 24 horas. O CFM fornecerá, ainda, a tripulação que irá operar no território zimbabweano. Por seu turno, a NRZ garante os volumes do tráfego suficiente, assim como garantirá a manutenção das vias, permitindo que as Locomotivas do CFM atravessem em segurança. Este Acordo contribui para o fortalecimento da integração e desenvolvimento regional.

CFM doa Iodopovidona ao MISAU

O Ministério da Saúde recebeu, ontem, perto de quatro mil litros de iodopovidona para uso nos blocos operatórios, o que vai reforçar a capacidade de realização de cirurgias nas unidades sanitárias de todo o País. O donativo chega numa altura em que se regista um défice na disponibilização deste material devido à vandalização de parte dos armazéns de artigos médicos. Segundo as autoridades sanitárias, a entrega do insumo é oportuna porque, para além de responder aos desafios causados pelas manifestações, será fundamental para o cumprimento da meta de realizar pelo menos 500 cirurgias, nos próximos três meses, no âmbito da campanha nacional de redução de filas de espera. Entregue pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), o donativo integra um conjunto de acções das quais a instituição se propõe a realizar nos sectores da Saúde e Educação, no âmbito das acções de responsabilidade social e no contexto da celebração dos 130 anos. O Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Agostinho Langa Júnior, explicou que a escolha deste material para a doação foi por indicação do sector da saúde, tendo em conta as suas prioridades. “Este é o primeiro acto de responsabilidade social no âmbito da celebração dos 130 anos do CFM. Estamos abertos e continuaremos a ajudar a área da saúde que sofreu bastante com as vandalizações. O apoio que queremos dar, não só para este sector como também para a educação, deve ter impacto na vida da população”, disse. O Ministro da Saúde, Ussene Isse, agradeceu o gesto de amor, solidariedade e generosidade do CFM, que responde ao lema “O Nosso Maior Valor e a Vida.” “Vamos lançar hoje (ontem) a campanha nacional de redução de filas de espera prevista para operar 500 pacientes ou mais, durante os 100 dias de governação, e este produto vem complementar a actividade. A nossa meta é elevar cada vez mais a qualidade do atendimento, disponibilidade de medicamentos e tornar os serviços de saúde mais acessíveis para a população”, destacou.