A Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique celebra hoje, 08 de Julho, 131 Anos de existência marcados por diversos desafios, com destaque para a reposição e manutenção das infraestruturas ferroviárias destruídas pelas cheias que assolaram o País no princípio do ano.
Por este motivo, as festividades deste ano serão diferentes. No lugar da realização da habitual Légua comemorativa, a Empresa realizará, dentro de dias, duas acções de responsabilidade social, nomeadamente a oferta de 131 cadeiras de rodas e triciclos e de diversos produtos a orfanatos em várias regiões do país.
A quantidade de doações foi escolhida tendo em conta o número de anos que completados e serão entregues a quem mais precisa para garantir a mobilidade. Ao mesmo tempo, serão doados diversos produtos a orfanatos nas três Direcções Executivas, nomeadamente, Sul, Centro e Norte.



O Presidente do Conselho de Administração (PCA), Agostinho Langa Júnior, parabenizou aos trabalhadores e recordou que a Empresa sobreviveu a guerras, crises, ciclones, secas e, ainda assim, continua aqui, de pé, a ligar Moçambique ao mundo, através dos países do hinterland, e ligar Moçambique à si mesmo.
“São 131 anos a movimentar pessoas, mercadorias, esperanças. São 131 anos a construir este país, quilómetro a quilómetro, viajem após viajem, turno após turno. Ou seja, são 131 anos carregados de muita história, muito sacrifício, resiliência e conquistas e, simultaneamente, uma grande responsabilidade para uma Empresa como a nossa, perante o país e a região. E nós somos o capítulo vivo dessa história. Orgulhemo-nos!”.
Recordou que a celebração deste ano ocorre num momento particularmente duro depois das chuvas de janeiro a março fustigaram, com violência a região sul. “A água não pediu licença, arrastou pontes, arrancou carris, levou consigo um troço considerável da nossa estratégica Linha de Limpopo, aquela mesma linha que, há mais de um século, liga Maputo à Zimbabwe e ajuda a dar identidade a este País. Quatro meses sem comboios. Quatro meses em que muitas famílias ferro-portuárias viram a sua rotina, o seu ganha-pão e a sua missão diária serem suspensos por uma força que ninguém controla”.
A consequência das cheias foi um prejuízo avaliado em cerca de 37 milhões de dólares norte-americanos.



