Linha de Limpopo volta a ligar Maputo e Zimbabwe

A circulação ferroviária na Linha do Limpopo retomou na sexta-feira, dia 1 de Maio, após cerca de três meses de interrupção causada pelas cheias e inundações que atingiram a região sul do país em Janeiro, as quais afectaram de forma significativa as infra-estruturas e a operação logística associada a este corredor, sobretudo para países vizinhos como o Zimbabwe e o Botswana. Inicialmente prevista para Março, a retoma da circulação, cuja paralisação causou um prejuízo superior a 47 milhões de dólares, foi anunciada pelo presidente do Conselho de Administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior, durante um almoço de confraternização com os trabalhadores envolvidos nos trabalhos de reposição gradual das infraestruturas ferroviárias e num conjunto de intervenções técnicas realizadas no terreno.

A Linha do Limpopo, na região sul do país, voltou a registar circulação de comboios desde o dia 1 de Maio, após um período de cerca de três meses de interrupção, provocado pelos danos causados pelas cheias, que afectaram as infra-estruturas ferroviárias em vários pontos do traçado.

Em termos de prejuízo, até ao dia 17 de Abril, o Conselho de Administração do CFM estimava perdas globais de cerca de 47,0 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 12,75 milhões de dólares correspondem a perdas por carga não transportada e 25 milhões de dólares referentes a custos de reparação e reposição de infraestruturas e equipamentos.

Durante este período, a circulação esteve totalmente suspensa, impossibilitando o transporte regular de mercadorias e passageiros numa linha que assegura a ligação entre o Porto de Maputo e países do interior, com destaque para o Zimbabwe.

A paralisação resultou de danos em componentes críticos da infraestrutura, incluindo vias férreas e sistemas de drenagem, que exigiram intervenções de reabilitação para a reposição das condições de segurança e operacionalidade. As equipas técnicas do CFM estiveram mobilizadas no terreno ao longo das últimas semanas, realizando trabalhos de recuperação que permitiram restabelecer a circulação.

“Vocês deram-nos um presente, que é ter a linha pronta para a circulação dos comboios”, afirmou Agostinho Langa Júnior, dirigindo-se aos trabalhadores envolvidos nas obras, durante a cerimónia que assinalou a retoma e que coincidiu também com as comemorações do Dia Internacional do Trabalhador.

Adicionalmente, cerca de 25 milhões de dólares foram canalizados para a reparação e reposição de infraestruturas e equipamentos danificados pelas cheias, incluindo intervenções na via-férrea e em estruturas de suporte afectadas pelas inundações. Estes valores reflectem o esforço realizado para restabelecer as condições de circulação.

Durante o período de interrupção, mais de uma centena de comboios deixou de circular, afectando a dinâmica do transporte ferroviário e o fluxo regular de mercadorias ao longo do corredor do Limpopo. “Apesar de o comboio já estar a circular, há ainda trabalhos que vão sendo feitos”, referiu o presidente do Conselho de Administração do CFM, indicando que a recuperação da Linha do Limpopo prossegue no terreno.

Para a recuperação da Linha do Limpopo, as equipas do CFM avançaram com um conjunto de obras de reabilitação que permitiram restabelecer as condições mínimas de segurança necessárias à circulação de comboios, após a avaliação dos danos causados pelas cheias. As intervenções incidiram sobre diferentes pontos da infraestrutura, incluindo a reposição de troços danificados e a estabilização de áreas afectadas.

O investimento nesta fase inicial foi estimado entre 20 e 25 milhões de dólares, valor aplicado na recuperação da via-férrea, dos sistemas de drenagem e de outros componentes essenciais ao funcionamento da linha.

“Quando se constrói uma casa, há sempre acabamentos que levam algum tempo”, afirmou Agostinho Langa Júnior, ilustrando o processo de recuperação em curso. Trata-se, portanto, de obras que permitiram restabelecer a circulação dentro do prazo anteriormente anunciado pela Empresa, que previa a retoma no início do mês de Maio.

A cerimónia que assinalou a retoma da circulação ficou marcada pelo reconhecimento do papel desempenhado pelos trabalhadores envolvidos na recuperação da Linha do Limpopo, que estiveram mobilizados no terreno durante o período de reabilitação da infraestrutura. O presidente do Conselho de Administração do CFM destacou o esforço das equipas técnicas e operacionais responsáveis pelos trabalhos realizados.

“Vocês são heróis, são vencedores”, elogiou Agostinho Langa Júnior, dirigindo-se aos trabalhadores presentes na cerimónia realizada na província de Gaza. O responsável sublinhou que o trabalho realizado permitiu cumprir o compromisso assumido de restabelecer a circulação no dia 1 de Maio, data que coincide com a celebração do Dia Internacional do Trabalhador.

“Graças à entrega de cada colaborador, nas linhas sob gestão dos CFM foram transportadas 14,3 milhões de toneladas de carga diversa em 2025, representando um crescimento de 11% em relação a 2024”, disse o PCA na abertura do Conselho de Directores, recentemente realizada na cidade da Beira.

Importa destacar que a Linha do Limpopo desempenha um papel relevante no sistema de transportes, sendo utilizada para o escoamento de diferentes tipos de carga, incluindo produtos agrícolas, combustíveis e outros bens. A circulação foi restabelecida com base nas condições de segurança avaliadas pelas equipas técnicas, mantendo-se a monitoria da infraestrutura ao longo do traçado.

Refira-se que a Linha do Limpopo tem uma extensão de 522 km, sendo a maior linha férrea do sistema ferroviário sul, estabelecendo ligação entre o Porto de Maputo e o vizinho Zimbabwe, assim como entre a cidade de Maputo e o distrito de Chicualacuala, na província de Gaza. Ao longo desta estratégica via existem 12 estações e 19 apeadeiros.

© 2018 CFM - Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.
Todos Direitos Reservados.

Desenho e implementação: DotCom