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A Empresa Caminhos de Ferro de Moçambique concluiu, com êxito, uma profunda reestruturação, que decorreu das reformas que vinha implementando nas últimas décadas. A transformação da Empresa Nacional de Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, E.E em Empresa Pública, através do decreto nº 40/94 de 13 de Setembro, é disso apanágio.

O envolvimento do sector privado na gestão do Sistema ferro-portuário foi originado pela necessidade de se realizarem volumosos investimentos, tendo em vista a transformação da empresa numa máquina mais leve, funcional e com melhores e maiores retornos. Assim, adoptou-se a estratégia de abertura à participação da gestão privada dos Terminais ferro-portuários da empresa, através do modelo de concessão.

No entanto, o CFM mantem como seu objectivo primordial o interesse público no sistema.

Estas medidas enquadraram-se no vasto programa de Reforma Institucional da empresa que, para além de albergar a componente racionalização dos seus activos, incluindo a componente mão-de-obra, permite a participação da empresa em negócios em parceria com o sector privado, fora da sua actividade principal – o domínio dos Portos e Caminhos de Ferro. Os retornos decorrentes desta actividade permitem ao CFM o alargamento da sua base de investimentos, nomeadamente a reabilitação, modernização e alargamento das suas infra-estruturas, e concretização de novas iniciativas.

Este (novo) século marcará uma nova fase na história institucional da empresa. O desenvolvimento institucional progressivo do CFM confere à empresa uma natureza jurídica apropriada e capacita a mesma, a nível administrativo, de gestão financeira, orçamental e contabilística, para enfrentar com segurança um mercado altamente competitivo e com dinâmicas bastante complexas.

Este é o corolário de um longo percurso que, aliás, começou muito antes da Independência de Moçambique. O período pós-independência foi caracterizado por uma reorganização total da Administração dos Portos e Caminhos de Ferro, tendo sido desde logo extinto o Conselho de Administração dos Serviços dos Portos e Caminhos de Ferro.

Os CFM possuem hoje uma nova estrutura orgânica e funcional que privilegia a horizontalidade, mobilidade e multidisciplinaridade das suas funções bem como o melhoramento na qualidade da gestão da Empresa.

Esta nova estrutura orgânica e funcional privilegia a melhoria da qualidade de gestão da empresa. É mais leve, mais ágil, com acesso e disponibilidade das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) aplicadas à gestão, facto que concorre positivamente para a concretização do nosso plano de actividades.

No quadro da reestruturação, o CFM alterou profundamente a sua missão e os seus objectivos programáticos. Após a concessão da actividade portuária e da actividade ferroviária, nos Sistemas Centro e Norte, ao CFM cabe apenas a exploração dos Terminais de combustíveis (todos os Portos), cereais e alumínio (no Porto de Maputo), bem como do sistema Ferroviário do Sul, composto pelas linhas férreas de Ressano Garcia, Limpopo, Goba e Ramal de Salamanga que, por decisão do Governo, sob recomendação dos CFM, não serão objecto de concessão.

O CFM continua a ser uma empresa com preocupações de natureza pública e com uma forte componente institucional, sem pôr em causa a sua primordial vocação comercial e de rentabilização dos seus dos activos.