CFM - Caminhos de Ferro de Moçambique

Eng Matabel Mensagem do PCAGostaria, antes de mais, em nome de todos os trabalhadores da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e, em meu nome pessoal, de saudar e desejar a todos os nossos parceiros do sector público e privado, a nível nacional e internacional, bem como ao público em geral, boas vindas ao sítio de internet do CFM, um espaço que esperamos possa possibilitar uma maior e melhor interação no âmbito das nossas relações empresariais e sociais. 

Caros Parceiros,

A nossa actuação tem como suporte a Estratégia para o Desenvolvimento Integrado do Sistema de Transportes definido pelo Governo, através da Resolução n° 37/2009 de 30 de Junho.

O nosso maior desafio centra-se na busca de soluções de transporte e de logística que respondam a tremenda procura do nosso mercado interno e da região Austral, onde o nosso País é a principal porta de entrada e saída para os países do Hinterland.

A profunda transformação que temos vindo a passar, derivada da necessidade da reconfiguração das nossas actividades no domínio ferro-portuário, vem aumentar ainda mais o desafio que se nos coloca e acrescer a nossa responsabilidade empresarial para o transporte de pessoas e bens.

De qualquer forma, julgamos que estamos em condições para concorrer por uma presença maior no mercado global, em parte, pelo excelente capital humano que continuamos a deter e, pelo esforço que temos vindo a envidar para o desenvolvimento das competências de gestão desse capital nos diversos níveis, desde o operacional ao estratégico.

A nossa visão é impormo-nos como uma empresa viável, extremamente competitiva e com melhor opção logística, servindo de alavanca para o desenvolvimento sócio-económico do país e da região Austral de África, pois possuímos vantagens comparativas irrefutáveis.

Para isso, posso garantir que temos uma estrutura empresarial financeiramente estável e sustentável para nos envolvermos em grandes projetos de investimentos no País, tendo em vista a dar resposta às exigências do mercado.  Aliás, estamos direta e/ou indiretamente envolvidos na execução de projetos de médio e longo prazos, para além de estarmos a investir em ações de curto prazo que tem por objetivo aumentar a nossa capacidade de intervenção no domínio de transporte e logística.

Para citar alguns exemplos:

(i) Na região Sul, construímos a ponte ferroviária na Linha de Goba, em Boane, que vai dar à fronteira com Swazilândia, uma infra-estrutura que suportará 27 toneladas por eixo, contra as anteriores 18.5 toneladas, facto que irá permitir a circulação de Locomotivas com maior capacidade. Ainda nesta região, executámos a renovação e melhoramento das principais obras de arte no Corredor de Maputo para além do aumento da capacidade da Linha de Ressano Garcia, num projeto integrado produzido em colaboração com o MPDC.

Em carteira estamos envolvidos, numa parceria com a Bela Vista Holding- BVH, no estudo para o projeto de um Porto de águas profundas em Techobanine, para além da construção de infa-estrutura ferroviária que irá assegurar a exportação do carvão e diversa carga de Países como o Botswana, África do Sul e Zimbabwe.

(ii) No Centro, desenvolvemos o projeto de aumento da capacidade da Linha de Sena, no Corredor da Beira, que passaram dos 6,5 milhões de toneladas por ano, para 20 milhões de toneladas, garantindo o escoamento de parte do volume de carvão explorado nas minas de Moatize, para além de outras cargas.

(iii) Numa parceria com Vale, estivemos envolvidos no projeto de construção e reabilitação da linha férrea entre Moatize e Nacala-a-Velha, numa extensão de 912 Km. Esta linha permite o escoamento de 18 milhões de toneladas de carvão por ano para além de 4 milhões de toneladas por ano de carga geral.

(iv) Na região Norte, no Corredor de Nacala, estamos envolvidos na reabilitação e modernização do respectivo Porto, o que permitirá dotar o mesmo de maior capacidade de manuseamento de carga geral.

(v) Ainda no Norte do País, estamos em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos- ENH no projeto do desenvolvimento da novo Porto de Palma que poderá ter uma capacidade de 50 milhões de toneladas por ano, e da nova base logística em Pemba, para as operações de Hidrocarbonetos.

Estes projetos, entre outros em carteira, representam um grande potencial para o crescimento das empresas em que são dignos representantes, para o desenvolvimento econômico do País e da região, e com impacto humano e social imenso em forma de geração de emprego, renda e bem estar.

Estimados Parceiros,
Para terminar gostaria de garantir que, da nossa parte, continuaremos a fazer o que melhor se espera de nós, procurando encontrar as melhores soluções para os desafios que enfrentarem. Temos consciência de que o nosso sector, devido à sua dimensão estratégica, constitui uma das alavancas de crescimento e desenvolvimento real e sustentável de Moçambique.

Apresento os meus votos de muitos sucessos nas empresas que V. Excias. representam e agradeço, em nome da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, pela confiança que continuam depositando em nós.

Eng. Miguel José Matabel
Presidente do Conselho de Administração.