CFM - Caminhos de Ferro de Moçambique

123 anos dos CFM PCAA Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, E.P (CFM) vai investir, nos próximos 3 anos, no sector ferroviário, USD 300,6 milhões em linhas férreas e em Material Circulante (locomotivas e vagões).

No sector portuário, os CFM vão investir de 2018 a 2020 na dragagem de emergência e de manutenção do canal de acesso, cais de acostagem e bacia de manobras com USD 33,9 Milhões, aquisição de 2 Rebocadores e Barco Piloto para o Porto da Beira em USD 25,9 Milhões e obras e outros equipamentos portuários com USD 32,2 milhões (Reach Stakers, Forklifts, Sistema VTS, Vedações).

Esta informação consta do Plano Estratégico da empresa apresentado pelo Presidente do Conselho de Administração Eng. Miguel José Matabel, durante a celebração do 123º Aniversário dos CFM assinalado no dia 8 de Julho, cuja comemoração teve lugar na Estação Central dos CFM-Sul, no dia 9 de Julho, na presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, do Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, antigos dirigentes da empresa e milhares de trabalhadores.

Na ocasião, para além do Plano Estratégico (2018 – 2020), o Eng. Matabel apresentou o desempenho produtivo, económico e financeiro dos últimos três anos da empresa que tem como objecto principal o transporte ferroviário de pessoas e mercadoria, bem como o manuseamento portuário de mercadorias.
Em termos de produção global, no tráfego ferroviário foram transportadas 22.3 milhões de toneladas, no tráfego portuário 43.7 milhões de toneladas e transportados cerca de 7.9 milhões de passageiros.

Em termos de resultados económicos e financeiros, os CFM tiveram proveitos na ordem USD 258,5 milhões, USD 192.0 milhões de custos operacionais e resultados líquidos de USD 47,2 milhões.

Até Maio de 2018, os CFM tinham activos fixos estimados em USD 594.2 milhões, capital próprio de USD 597.5 milhões, Dívida de Longo Prazo avaliada em USD 56.7 milhões e um Cash-Flow operacional de USD 88,3 milhões.

Visita do PR Foto TrabalhadoresOperando com um capital humano total de cerca de 5.365 trabalhadores com idade média 39 anos, os CFM têm planos que constituem desafios de formação e de sucessão para conferir competências e/ou certificar os trabalhadores das áreas específicas, no triénio 2018-2020, com enfoque na especialização em manutenção de infra-estrutura e operação ferro-portuária e provimento gradual das vacaturas abertas por técnicos especializados que saem do activo por imperativos de Lei.

Tendo produzido lucros avaliados em pouco mais de 45 milhões de dólares no ano passado, os CFM pagaram em impostos e dividendos para o Estado mais de 90 milhões de dólares o que a fez merecer o galardão de um dos maiores contribuintes em Moçambique atribuído pela Autoridade Tributária. Para o Chefe de Estado este facto mostra que a empresa tem contas em dia.

Com a visão de ser referência e melhor opção logística pela qualidade dos serviços e relacionamentos, a empresa tem estado a desenvolver um sistema ferro-portuário, para que seja moderno, competitivo, eficiente e orientado ao mercado com vista a gerar mais impostos e dividendos para o Estado, aumentar a capacidade de prestação do serviço de transporte de passageiros e resgatar o tráfego tradicional da ferrovia.