CFM - Caminhos de Ferro de Moçambique

Visita PresidencialO Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi apontou o transporte ferroviário metropolitano como uma das alternativas que o governo moçambicano está a analisar com vista a solucionar a problemática de transporte urbano que afecta milhões de concidadãos no país.

Segundo a AIM, Filipe Nyusi manifestou este sentimento durante a visita que efectuou, no dia 14 de Março de 2017, à estação central de Yurikamome, empresa que está no mercado do transporte ferroviário desde 1995, estabelecendo a ligação entre a baixa da cidade de Tóquio e a zona de “Waterfront” de vários cursos de água que atravessam a metrópole.

Os comboios da Yurikamome (de comando automático) transportam cerca de 45 milhões de utentes por ano.

Acompanhado pela Vice- Ministra dos Transportes e Comunicações e pelo PCA do CFM, Eng miguel Matabel, bem como os ministros e outros quadros do governo moçambicano, o estadista moçambicano visitou as instalações e recebeu explicações detalhadas sobre o seu funcionamento, as várias inovações tecnológicas traduzidas no facto de as carruagens terem rodas de borracha e a impulsão da composição ser feita através da energia eléctrica.

Nyusi, que embarcou numa das carruagens de uma composição que vai até 60 quilómetros por hora, afirmou que o governo está a procura de soluções para a vida dos moçambicanos.

A solução, segundo o Presidente da República de Moçambique, pode não ser para o presente momento, todavia é preciso haver alternativas aos problemas de transporte que o país há muito está a atravessar.

Segundo a fonte, o Chefe de Estado, que não assumiu nenhum interesse naquele modelo de transporte, disse que o executivo está a procura de uma variante para o país e quando as condições estiverem criadas verá qual das soluções a adoptar, podendo ser este ou outro modelo.

“Temos de ter uma visão futurista e superior que pode ser mais abrangente do que simplesmente para um grupo de pessoas ou uma zona”, disse o Presidente da República, apontando que existem alternativas mais e menos caras, mas o governo continuará a procurar identificar a melhor.

Questionado sobre até que ponto o país estaria preparado para acolher um serviço dotado de alta tecnologia, Filipe Nyusi disse não saber qual o advento tecnológico que, pelo seu nível avançado, não pode ser aplicado em Moçambique, porquanto possui terra suficiente por isso o mais importante é resolver o problema na sua profundidade e não em “medidas de emergência” que têm vindo a ser tomadas.

Aliás, no encontro que manteve com os mais de 20 empresários que integraram a delegação, Filipe Nyusi disse que não deviam ser empresários de “mão estendida” e devem saber buscar parcerias e que o sector de transporte oferece oportunidades que podem ajudar a resolver o problema dos moçambicanos.

A solução do transporte urbano, segundo o Presidente da República, está nas mãos do sector privado e não se deve recear a tecnologia avançada, porque todos serviços modernos estão dotados de alta tecnologia.

PR Visita Japão Utentes CFMRefira-se que a procura do transporte ferroviário de passageiros em Moçambique é cada vez mais crescente como alternativa ao rodoviário e os CFM têm vindo a envidar esforços tendentes a dar resposta a esta procura, contribuindo para minorar a angústia e o sofrimento de milhares de cidadãos que diariamente procuram este serviço.

Para além do serviço de longo curso, a empresa realiza, diariamente, serviço inter-urbano de passageiros, por exemplo na zona sul, ligando a Cidade de Maputo a Matola-Gare e Marracuene, garantindo assim a circulação de milhares de pessoas e bens.

A empresa CFM comparticipa com 85% do custo da passagem, cabendo ao passageiro apenas os restantes 15%.