CFM - Caminhos de Ferro de Moçambique

Cuamba Lichinga NyusiO Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, inaugurou no passado dia 3 de Novembro, a linha férrea Cuamba-Lichinga, localizada na província do Niassa.

Depois de cerca de 6 anos fora de uso, a nova linha que parte de Cuamba e estende-se até Lichinga, operacionalizada pelo Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), irá possibilitar o transporte de carga geral e de passageiros de Nampula-Cuamba-Lichinga e vice-versa. O projecto de reabilitação desta linha enquadra-se no âmbito da responsabilidade da Vale Moçambique no que se refere ao desenvolvimento daquele ponto do país.

Cuamba Lichinga LinhaA reabilitação da linha, com um troço de 260 km, consistiu na colocação de travessas metálicas em alguns troços, trabalhos de construção de novas pontes, desminagem, mitigação dos efeitos da erosão e desmatamento, pois a maior parte deste troço fora tomada pela vegetação, propiciando o surgimento de vários tipos de obstáculos na própria linha.
Para além da colocação de travessas metálicas em alguns troços, a reabilitação desta linha incluiu trabalhos de construção de novas pontes, desminagem, mitigação dos efeitos da erosão e desmatamento.


Cuamba Lichinga KilometrosA reabilitação abrangeu cerca de 240 quilómetros de ferrovia, que já não oferecia segurança para circulação de comboios, cujos trabalhos estiveram divididos em duas fases, sendo a primeira Cuamba/Mitande e, a segunda, Mitande/Lichinga.

Antes da reabilitação o comboio levava no máximo 10 vagões de carga geral e após a obra, por ter várias linhas de cruzamento, pode levar até 25 vagões.
Espera-se que a linha contribua para o escoamento da produção agrícola da província do Niassa para toda a região norte, bem como impulsionar as transacções comerciais entre a província e os países do interland.

Filipe Nyusi mencionou as vantagens económicas que a linha vai trazer para a província e prometeu que, em breve, começarão, igualmente, os trabalhos de reabilitação da Estrada Lichinga à Cuamba. O chefe do Estado enalteceu a parceria público-privada, referindo-se, especificamente, entre a empresa CFM e o grupo vale/CDN na viabilição deste projecto.