CFM - Caminhos de Ferro de Moçambique

museucfm1O Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi presidiu, na passada quinta-feira, 11 de Junho, a cerimónia de inauguração do Museu da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique- CFM, situado junto à Estacão Central dos Caminhos de Ferro, na baixa da capital moçambicana.

A ideia de criação de um Museu dos Caminhos de Ferro remonta aos anos 60, numa altura em que medidas de protecção dos espólios ferroviários constituíam uma tendência a nível mundial. Em 1995, aquando dos festejos dos «100 Anos da Linha Férrea Lourenço Marques - Transvaal», a ideia viria a ser novamente equacionada tendo ganho novo incentivo do Eng.º Rui Fonseca, então PCA da Empresa CFM, após a visita à antiga linha de Xai-Xai, em Janeiro de 2001.

museucfm2Na ocasião, Filipe Nyusi enalteceu o papel que a Empresa Portos e Caminhos de Ferro tem desempenhado na trajectória do País. “A história dos Caminhos de Ferro de Moçambique confunde-se com a nossa história como Povo e como Nação…A história dos CFM é a história de heroicidade dos trabalhadores moçambicanos; daqueles que faziam comboios enfrentando a morte, dos muitos maquinistas que saíram para trabalhar e não mais voltaram à casa, de outros tantos que foram feridos, mas o seu sentido de patriotismo não permitiu que a empresa parasse”.

Os CFM não são apenas uma base logística para o escoamento de carga e para o trânsito e a mobilidade de pessoas e bens; Constituem um património de valores no contexto da história dos Moçambicanos”- Referiu o chefe do Estado moçambicano.

lapidemuseuO Museu ora inaugurado terá uma programação activa, com exposições temporárias, animação cultural, debates e várias acções dos Serviços Educativos, vocacionados para as escolas e o público infanto-juvenil. Para além disso, o público poderá visitar uma Exposição Permanente, que tem uma extensa cronologia desde o seculo XIX até aos dias de hoje. O pós-independência tem destaque com um contexto histórico, a evolução dos tráfegos ferroviários e dos portos moçambicanos, os corredores de Maputo, Beira e Nacala, e a transformação da empresa, na última década do século passado.